Nossa visão sobre o documentário Cibernéticas


 Oiii, pessoal! Karine e Celina aqui, e hoje a gente veio compartilhar nossas reflexões que surgiram depois de assistir ao documentário Cibernéticas. Sabe aquele tipo de filme que mexe com a cabeça da gente? Pois é, foi exatamente isso que aconteceu. 

 

O que mais chamou nossa atenção foi perceber como a tecnologia está presente em tudo, mesmo quando a gente nem se dá conta. Uma fala que nos marcou muito foi sobre como algoritmos tomam decisões no nosso lugar — desde o que aparece no nosso feed até coisas mais sérias, como quem tem acesso a crédito ou emprego. É como se a gente estivesse sendo guiado sem perceber, vivendo num sistema que sabe mais da gente do que a gente mesmo.                                                                                                       A escola, claro, não fica fora desse processo. Se antes o quadro e o giz eram os protagonistas, agora temos plataformas digitais, aplicativos de ensino, aulas remotas, atividades online, tudo isso mediado por tecnologia. Mas aí vem a pergunta: quem controla essa tecnologia? Como ela influencia o que é ensinado e aprendido? A gente percebe que a escola precisa urgentemente discutir isso. Não dá pra formar crianças e jovens críticos se a gente, como futuros professores, não entender como tudo isso funciona.                                                                                                                                                        Na nossa vida pessoal e na rotina escolar, a tecnologia pode ter dois papeis, ela aproxima, facilita, ensina, mas também distrai, aliena, vigia. A gente se pega rolando o celular por horas sem nem perceber... e os alunos também. Então, como usar essas ferramentas de forma crítica e consciente? Essa é a grande questão. A gente acredita que o papel do professor é justamente ajudar os alunos a fazerem esse uso mais reflexivo.                                                                                                                                                        Discutir algoritmos, dados e vigilância no curso de Pedagogia é superimportante, porque somos nós, professores, que vamos estar com os alunos todos os dias. Precisamos entender o que está por trás dos aplicativos que usamos em sala, das plataformas que armazenam dados dos estudantes, e até das formas de avaliação automatizadas. Tudo isso tem impacto direto na educação e na forma como os estudantes se enxergam no mundo. 

Concordamos ou discordamos do documentário? 

A gente concorda com quase tudo que foi dito no documentário. Principalmente quando falam da importância de uma educação crítica diante das tecnologias. Mas, ao mesmo tempo, achamos que em alguns momentos o tom parece meio apocalíptico, como se a gente não tivesse escolha, como se tudo estivesse perdido. E a gente acredita no contrário: com formação, consciência e diálogo, ainda dá pra fazer muita coisa legal com a tecnologia e principalmente, ensinar os alunos a usá-la de forma ética, criativa e consciente 

Comentários

  1. Concordo, principalmente, com a parte em que elas enfatizaram sobre a tecnologia, que pode distrair e alienar. De fato, todos os dias, com o acesso fácil pelo celular, muitas vezes ficamos hipnotizados pelas redes sociais, o que acaba, de certa forma, atrapalhando nossa rotina diária. Isso acontece, principalmente, pela falta de controle no uso da tecnologia.

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  2. Concordo bastante principalmente com o que diz respeito ao nosso papel como educadores de incentivar nossas alunas a seguirem seus sonhos, não listar as dificuldades, mas ajudar a acreditarem em si mesmas para superar qualquer obstáculo.

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  3. Pois é, meninas! A tecnologia quando usada estrategicamente ela é, sim, uma aliada nas práticas pedagógicas.

    Att: Elaine

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  4. Fato! A tecnologia é uma ferramente extraordinária, desde que seja utilizada de forma ética. Como vocês afirmaram: ''ela aproxima, facilita, ensina, mas também distrai, aliena, vigia.''

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  5. Belíssima reflexão, meninas! É importante entendermos que não temos mais como retroceder. Não é o apocalipse, mas também não podemos ficar alheios a essa discussão. Hoje, o país precisa investir em educação, ciência e tecnologia, para termos soberania digital. O que as meninas do filme abordam, mostra que podemos ter meninas que conseguiram ocupar o seu espaço nesse lugar que é tão masculinizado, mas ainda não chegamos a soberania digital. Somos colonizados, nossas informações são colonizadas. Por isso, é importante trabalharmos com educação digital na formação de professores e nas escolas. Quero apenas destacar: cuidem com a estética do diário. Vocês ainda não começaram a explorar as possibilidades do blog, certinho? bjos

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